Adutora rompida deixa dezenas de bairros de Belém e Ananindeua sem água
Tubulação foi danificada por empresa terceirizada durante obras na BR-316. Moradores acordaram sem abastecimento e sem aviso prévio.

Moradores de dezenas de bairros em Belém e Ananindeua enfrentaram nesta quarta-feira (25) uma manhã de transtornos ao abrirem as torneiras e não encontrarem água. A situação, relatada por muitos como inesperada, ocorreu sem qualquer comunicado antecipado por parte das autoridades responsáveis pelo abastecimento.
A causa do problema foi identificada como o rompimento de uma adutora — tubulação de grande porte responsável por transportar volumes expressivos de água entre pontos da rede de distribuição. O dano teria sido causado durante a madrugada por uma empresa terceirizada que executava serviços nas proximidades da BR-316, uma das principais rodovias de acesso à capital paraense.
A concessionária Águas do Pará esclareceu que a adutora danificada é de responsabilidade da Companhia de Saneamento do Estado do Pará (Cosanpa). Segundo a empresa, a Cosanpa foi acionada e deu início aos reparos ainda na manhã desta quarta, mas não foi divulgada qualquer previsão para a normalização completa do fornecimento de água nas áreas afetadas.
Entre os bairros impactados em Belém estão Marambaia, Conjuntos Glebas I, II e III, Costa e Silva, Basa, Rio Negro, Mendara I e II, Médici I e II, Pedro Álvares Cabral, Magalhães Barata, Euclides Figueiredo, Vitória Régia, Ypuãn, além de localidades em Ananindeua. A abrangência do corte evidencia a extensão da rede dependente dessa adutora específica.
A falta de comunicação prévia gerou revolta entre os moradores, muitos dos quais tiveram sua rotina matinal comprometida — desde atividades básicas de higiene até o preparo de alimentos. Nas redes sociais, relatos de famílias sem água se multiplicaram ao longo da manhã, com cobranças por transparência e agilidade na resolução do problema.
Episódios como este reforçam o debate sobre a fragilidade da infraestrutura de saneamento na Região Metropolitana de Belém, especialmente em um momento em que a cidade se prepara para receber eventos de projeção internacional. Especialistas alertam que a ausência de protocolos eficazes de comunicação em emergências agrava o impacto social das interrupções no abastecimento, penalizando desproporcionalmente as populações mais vulneráveis.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.