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Amazônia

Amazônia vence na COP15: bagres gigantes e ariranhas ganham proteção internacional

Conferência da ONU aprova plano histórico para preservar espécies migratórias amazônicas. Brasil lidera acordo que une seis países sul-americanos.

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Redação

28 de março de 2026

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Amazônia vence na COP15: bagres gigantes e ariranhas ganham proteção internacional

A Amazônia saiu fortalecida da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, realizada em Campo Grande (MS). A plenária aprovou dois avanços significativos para a biodiversidade da maior floresta tropical do planeta: um plano de ação voltado para a proteção dos grandes bagres migratórios amazônicos e a inclusão da ariranha em convenção internacional de proteção a animais silvestres.

Entre as espécies diretamente beneficiadas estão a dourada e a piramutaba, dois dos bagres de maior porte encontrados nos rios da Amazônia — e que figuram entre os peixes mais importantes para a pesca comercial e de subsistência no Pará. Essas espécies percorrem milhares de quilômetros ao longo da bacia amazônica durante seus ciclos reprodutivos, tornando a cooperação entre países vizinhos indispensável para sua sobrevivência.

O plano de ação foi liderado pelo Brasil e contou com a adesão de Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, por meio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). O documento prevê medidas concretas para preservar os habitats dessas espécies e garantir que os rios amazônicos mantenham sua conectividade — condição essencial para que os peixes completem suas rotas migratórias sem obstáculos.

Para o Pará, estado que abriga extensos trechos da bacia hidrográfica amazônica e comunidades ribeirinhas que dependem diretamente da pesca, as decisões têm impacto direto. A dourada, por exemplo, é espécie-chave na economia pesqueira do estuário do rio Amazonas e de municípios como Santarém, Óbidos e Almeirim. Qualquer ameaça ao seu ciclo migratório compromete tanto a biodiversidade quanto a renda de milhares de famílias paraenses.

A ariranha, por sua vez, é considerada um indicador da saúde dos ecossistemas aquáticos. Sua inclusão na Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) amplia o comprometimento global com a proteção da espécie, que enfrenta pressão crescente pelo desmatamento, pela poluição dos rios e pelo avanço do garimpo ilegal em territórios amazônicos.

As aprovações reforçam o papel do Brasil como protagonista nas negociações ambientais internacionais às vésperas da COP30, que será realizada em Belém em 2025. O compromisso firmado em Campo Grande sinaliza que a preservação da Amazônia — e de sua fauna — seguirá no centro da agenda climática e de biodiversidade global nos próximos anos.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.