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Economia

Banco Central ganha tempo para medir efeitos da guerra no Brasil

Presidente do BC afirma que postura conservadora da política monetária protege o país de choques externos. Região Norte pode sentir impactos nos preços.

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Redação

26 de março de 2026

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Banco Central ganha tempo para medir efeitos da guerra no Brasil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avaliou nesta quinta-feira (26) que a condução firme e cautelosa da política monetária nos últimos meses coloca o Brasil em posição mais confortável para enfrentar os reflexos econômicos do conflito no Oriente Médio. A declaração foi feita após a divulgação do Relatório de Política Monetária, em Brasília.

Segundo Galípolo, a abordagem conservadora adotada pelo BC entre o final de 2024 e o início de 2026 abre espaço para que a instituição observe com mais calma os desdobramentos do conflito antes de tomar novas decisões sobre os juros. A guerra tem gerado um chamado 'choque de oferta', com pressão sobre preços de commodities, combustíveis e medicamentos no mercado global.

Para a região Norte, esse tipo de turbulência econômica tende a ser sentido de forma mais intensa. O Pará e os estados vizinhos dependem fortemente do escoamento de insumos e produtos industrializados vindos de outras regiões do país e do exterior, o que torna os preços locais mais sensíveis a oscilações no câmbio e nos custos logísticos internacionais. Setores como o da construção civil, da saúde e do comércio varejista em Belém já monitoram com atenção o comportamento dos preços nos próximos meses.

O agronegócio paraense, um dos pilares da economia estadual, também acompanha de perto o cenário. A instabilidade global pode tanto pressionar custos de produção — como fertilizantes e máquinas importadas — quanto abrir oportunidades de valorização para commodities exportadas pela região, como a soja e o minério de ferro embarcados pelo Porto de Vila do Conde, em Barcarena.

O Banco Central projeta crescimento de 1,6% para o Produto Interno Bruto brasileiro em 2026, número que pode ser revisto conforme o conflito evolua. Para especialistas regionais, a prudência sinalizada por Galípolo é bem-vinda, mas não elimina a necessidade de políticas locais de contenção de preços e proteção à população de baixa renda, que concentra a maior parte dos consumidores paraenses.

Enquanto o cenário internacional permanece incerto, estados do Norte aguardam definições sobre a trajetória dos juros e do câmbio para planejar investimentos e controlar a inflação regional, historicamente acima da média nacional em itens como alimentação e transporte.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.