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Brasil ganha 3 milhões de novos leitores e mercado editorial avança em 2025

Pesquisa aponta que 18% dos brasileiros adultos compraram ao menos um livro em 2024. Alta representa oportunidade para expandir acesso à leitura no Norte.

PublicadoCuradoria a partir deAgência BrasilCompartilhar
Brasil ganha 3 milhões de novos leitores e mercado editorial avança em 2025

O Brasil registrou um crescimento expressivo no número de compradores de livros em 2025. Levantamento conduzido pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData aponta que 18% da população adulta adquiriu ao menos um título — impresso ou digital — ao longo do último ano, somando 3 milhões de novos consumidores em relação ao período anterior.

O dado anima o setor editorial, mas também acende um alerta para regiões historicamente marcadas por desigualdades no acesso à cultura e à educação, como o Norte do Brasil. No Pará, onde índices de leitura ainda ficam abaixo da média nacional, especialistas avaliam que o crescimento nacional pode não se refletir de forma automática nos estados amazônicos sem políticas públicas específicas de incentivo.

Belém, que se prepara para sediar a COP 30 e vive um momento de maior visibilidade internacional, tem registrado movimentação crescente em feiras literárias e eventos culturais. Iniciativas como a Bienal do Livro do Pará e programas de distribuição de obras em bibliotecas públicas municipais são apontados por educadores como caminhos concretos para aproximar a população paraense do hábito de leitura.

A expansão do mercado digital também representa uma janela de oportunidade para o interior da Amazônia. Com a ampliação gradual do acesso à internet em municípios ribeirinhos e comunidades rurais, livros em formato eletrônico e audiolivros passam a alcançar leitores que antes não tinham acesso a livrarias físicas — realidade comum em dezenas de cidades paraenses distantes dos grandes centros.

Para pesquisadores de educação na região, o crescimento nacional é positivo, mas precisa ser lido com cautela. A concentração de livrarias e distribuidoras ainda é fortemente centrada no Sul e Sudeste do país, o que encarece o produto final para o consumidor nortista e limita a diversidade de títulos disponíveis nas prateleiras locais.

O avanço de 2 pontos percentuais no índice nacional de consumo de livros sinaliza que o brasileiro está voltando — ou chegando pela primeira vez — às páginas impressas e digitais. Para que essa tendência se consolide no Pará e nos demais estados do Norte, o desafio é garantir que políticas de fomento à leitura cheguem também às margens dos rios e às periferias das capitais amazônicas.

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