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Sociedade

Chuva de 98 mm em 12 horas devasta Oriximiná e arrasta veículos nas ruas

Temporal histórico atinge o oeste do Pará, alagando casas e causando perdas materiais a dezenas de famílias em Oriximiná.

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Redação

28 de março de 2026

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Chuva de 98 mm em 12 horas devasta Oriximiná e arrasta veículos nas ruas

Um temporal de proporções excepcionais castigou Oriximiná, município do oeste do Pará, na manhã deste sábado (28), deixando um rastro de destruição no centro da cidade. Em questão de horas, ruas viraram verdadeiros rios, veículos foram arrastados pela força da enxurrada e moradores viram seus pertences serem tomados pela água. A Defesa Civil local registrou um índice pluviométrico de 98 milímetros em apenas 12 horas — volume equivalente ao esperado para o mês inteiro, segundo os dados meteorológicos da região.

As cenas mais dramáticas foram registradas no cruzamento entre duas vias do centro da cidade, onde a correnteza tomou conta do asfalto com violência suficiente para deslocar um automóvel. O motorista precisou agir rapidamente, subindo o veículo na calçada para evitar que fosse completamente levado pelas águas. Em outro ponto da cidade, moradores se uniram para resgatar motocicletas que corriam o risco de desaparecer com a enxurrada, em cenas que evidenciam o desamparo da população diante de eventos climáticos extremos.

O alagamento atingiu diversas residências nos bairros afetados, provocando a perda de móveis, eletrodomésticos e outros bens de famílias que não tiveram tempo hábil para proteger seus pertences. Para muitos moradores de baixa renda, o prejuízo representa meses de trabalho perdidos em poucas horas. Equipes da Defesa Civil foram acionadas para atender os casos mais graves e avaliar os danos causados pelo temporal.

A situação vivida por Oriximiná não é um caso isolado na região Norte. Com as mudanças no regime de chuvas intensificadas pelo aquecimento global e pelo desmatamento crescente na bacia amazônica, cidades do interior do Pará têm enfrentado com frequência cada vez maior episódios de precipitação extrema que superam a capacidade de escoamento da infraestrutura urbana. Especialistas alertam que a combinação entre ocupação desordenada do solo e ausência de sistemas eficientes de drenagem transforma chuvas intensas em catástrofes evitáveis.

A tragédia reacende o debate sobre a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura hídrica e planos municipais de contingência climática para os municípios do interior paraense. Oriximiná, assim como tantas outras cidades da Amazônia ocidental, carece de obras de drenagem que acompanhem o crescimento populacional e a intensidade crescente dos fenômenos meteorológicos. Enquanto essas medidas não chegam, quem paga a conta são as famílias que perdem o pouco que têm a cada temporal.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.