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Comunidades do lago Curuá-Una terão voz em audiência sobre impactos da hidrelétrica

Moradores e lideranças de Mojuí dos Campos debatem consequências da operação da usina nesta terça-feira (24). Encontro reúne MP, Semas e Eletronorte.

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Redação

23 de março de 2026

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Comunidades do lago Curuá-Una terão voz em audiência sobre impactos da hidrelétrica

Uma audiência pública marcada para esta terça-feira (24) promete colocar frente a frente moradores ribeirinhos, lideranças comunitárias e representantes do poder público para discutir os efeitos da operação da Usina Hidrelétrica de Curuá-Una sobre as populações que vivem às margens do lago formado pelo empreendimento. O encontro acontece a partir das 10h, no Centro de Convivência da Criança e do Adolescente, no bairro Esperança, em Mojuí dos Campos, município localizado no oeste do Pará.

A iniciativa envolve a participação de representantes do Ministério Público do Estado do Pará, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e da Eletronorte, empresa responsável pela operação da usina. O secretário municipal de Meio Ambiente de Mojuí dos Campos, Maurício Santamaria, destacou que o principal objetivo é estabelecer um canal direto de diálogo com as comunidades que convivem diariamente com as consequências da geração de energia na região.

A Usina Hidrelétrica de Curuá-Una é um dos empreendimentos energéticos mais antigos da Amazônia brasileira e tem papel relevante no abastecimento elétrico do oeste paraense. No entanto, ao longo de décadas, comunidades ribeirinhas relatam alterações nos níveis do lago, comprometimento da pesca artesanal, erosão de margens e mudanças no modo de vida tradicional das populações locais — questões que raramente chegam às mesas de negociação com o poder público e as concessionárias.

Espaços de escuta como este são considerados fundamentais para garantir que decisões sobre infraestrutura energética na Amazônia não passem por cima dos direitos das populações tradicionais. Especialistas em socioambientalismo defendem que a participação comunitária deve ser permanente e não apenas pontual, sobretudo em regiões onde a dependência dos rios e dos recursos naturais é determinante para a sobrevivência e a identidade cultural das pessoas.

Para o município de Mojuí dos Campos, a audiência representa uma oportunidade histórica de registrar formalmente as demandas locais e pressionar por medidas concretas de mitigação dos impactos. Moradores e representantes de associações de bairro e de comunidades rurais são esperados em grande número, segundo a prefeitura municipal, que reforça o convite à participação de todos os afetados pela operação da hidrelétrica.

O debate em torno das usinas hidrelétricas na Amazônia ganha cada vez mais relevância no cenário nacional, especialmente diante das discussões sobre transição energética e desenvolvimento sustentável. A expectativa é que os encaminhamentos desta audiência sirvam de base para negociações futuras entre os órgãos ambientais, a Eletronorte e as comunidades, pavimentando um caminho mais justo e transparente para a gestão do empreendimento na região.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.