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Sociedade

Corda do Círio de Nazaré 2026 será fabricada novamente em Castanhal

Parceria entre a Diretoria da Festa de Nazaré e empresa paraense garante produção local do símbolo máximo da devoção mariana em Belém.

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Redação

27 de março de 2026

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Corda do Círio de Nazaré 2026 será fabricada novamente em Castanhal

A Diretoria da Festa de Nazaré confirmou a renovação do contrato com a Companhia Têxtil de Castanhal para a confecção das cordas que vão conduzir a berlinda de Nossa Senhora de Nazaré nas procissões de 2026. O acordo reforça um compromisso assumido desde 2023: manter a produção desse símbolo sagrado dentro do próprio estado do Pará, valorizando a cadeia produtiva regional.

A parceria tem um significado que vai além da logística. Ao optar por uma empresa paraense, a organização do Círio movimenta a economia local e fortalece o orgulho de uma festividade que já é considerada uma das maiores expressões religiosas do mundo. Castanhal, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros de Belém, consolida seu papel como polo industrial relevante para a região metropolitana.

A história da corda no Círio remonta ao século XIX. Em 1885, uma enchente da Baía do Guajará alagou o trecho da orla entre o Ver-o-Peso e as Mercês durante a procissão, deixando a berlinda atolada e os cavalos impossibilitados de avançar. Um comerciante local cedeu uma corda, e os próprios fiéis assumiram a condução da imagem. O gesto espontâneo transformou-se em tradição e, desde então, o item representa o elo vivo entre a santa e seus devotos.

Hoje, segurar a corda durante o percurso é um dos momentos mais aguardados por milhares de romeiros que chegam a Belém de todas as partes do Brasil e do exterior. A disputa por um lugar ao longo da corda começa horas antes da procissão, e para muitos fiéis o ato é cumprimento de promessa ou expressão máxima de fé.

Com a fabricação integralmente realizada no Pará, utilizando fibras naturais processadas localmente, o item chega às mãos dos devotos carregando também a identidade amazônica. A decisão de manter a produção regionalizada demonstra que a festa, além de espiritual, é também um vetor econômico e cultural de grande impacto para o Norte do Brasil.

O Círio de Nazaré, celebrado anualmente no segundo domingo de outubro em Belém, reúne mais de dois milhões de pessoas e é reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Com a renovação do contrato para 2026, a organização sinaliza estabilidade e planejamento antecipado para garantir que cada detalhe da maior festa religiosa da Amazônia esteja à altura da devoção do povo paraense.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.