Curva mortal na BR-163 no Pará cobra mais uma vida e acende alerta
Mulher de 37 anos morre em colisão entre caminhonete e carreta no trecho conhecido como 'curva do gaúcho', no sudoeste do Pará. PRF classifica local como ponto crítico de acidentes.

Uma mulher identificada como Darlene da Silva Machado, de 37 anos, perdeu a vida em um grave acidente de trânsito registrado no quilômetro 617 da BR-163, no sudoeste do Pará. A colisão envolveu uma caminhonete e um caminhão com semirreboque no trecho popularmente conhecido como 'curva do gaúcho', localizado entre a comunidade Água Branca, no município de Trairão, e a cidade de Itaituba.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o local concentra um histórico preocupante de ocorrências graves. Segundo a corporação, a 'curva do gaúcho' figura entre os pontos de maior índice de acidentalidade em toda a extensão da rodovia no estado, exigindo atenção redobrada de motoristas que transitam pelo trecho diariamente.
A BR-163 é uma das principais artérias de escoamento da produção agrícola e de abastecimento do interior do Pará, com intenso fluxo de veículos pesados, como carretas e caminhões-tanque. Especialistas em segurança viária apontam que a combinação entre traçado sinuoso, velocidade excessiva e ultrapassagens arriscadas transforma trechos como esse em armadilhas fatais, especialmente à noite ou em condições de visibilidade reduzida.
Moradores e motoristas que frequentam a rodovia relatam que a curva em questão impõe dificuldade técnica mesmo para condutores experientes, devido ao ângulo acentuado e à limitação de visibilidade ao longo do percurso. A ausência de sinalização adequada e de barreiras de contenção agrava ainda mais o risco para quem trafega pela via.
A tragédia reacende o debate sobre a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura e segurança na BR-163, rodovia que corta centenas de quilômetros de território paraense e conecta comunidades isoladas a centros urbanos. Organizações civis e representantes municipais cobram do poder público federal um plano concreto de intervenção nos chamados 'pontos negros' da estrada, onde mortes se repetem com frequência alarmante.
A PRF reforça o apelo para que condutores respeitem os limites de velocidade, evitem ultrapassagens em locais proibidos e redobrem a atenção em curvas fechadas. Para a família de Darlene, no entanto, o alerta chega tarde demais — mais uma vida perdida numa rodovia que ainda aguarda as melhorias prometidas há anos.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.