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Sociedade

De preso a fenômeno global: como uma foto mudou a vida do 'presidiário gato'

Jeremy Meeks revelou em podcast como a fama repentina transformou sua rotina atrás das grades. Fãs enviavam dinheiro e fotos íntimas ao detento.

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Redação

27 de março de 2026

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De preso a fenômeno global: como uma foto mudou a vida do 'presidiário gato'

Uma única fotografia foi suficiente para transformar um homem comum, detido pela polícia na Califórnia, em um dos fenômenos virais mais comentados da internet. Jeremy Meeks, apelidado mundialmente de 'presidiário gato', concedeu entrevista recente ao podcast norte-americano Inside True Crime e revelou detalhes inusitados sobre o que viveu dentro do sistema prisional após se tornar alvo de obsessão coletiva nas redes sociais.

Em 2014, a Polícia de Stockton, na Califórnia, publicou rotineiramente a foto de fichamento do detento. O que ninguém esperava era que os olhos azuis e os traços marcantes de Meeks provocariam uma reação em cadeia na internet. Em questão de horas, a imagem se espalhava por todo o mundo, dando origem à hashtag #FelonCrushFriday e colocando o homem no centro de uma discussão global sobre beleza, fama e os limites da cultura digital.

No relato ao apresentador Matthew Cox, Meeks descreveu como a dinâmica dentro da prisão mudou drasticamente após a viralização. Fãs dos mais variados perfis passaram a enviar cartas, quantias em dinheiro e até fotografias íntimas ao endereço do presídio — um comportamento que chamou atenção de autoridades e especialistas em comportamento nas redes sociais como um dos primeiros registros expressivos de 'fandom' direcionado a um detento.

O caso ganhou novo fôlego entre internautas brasileiros, inclusive no Norte do país, onde plataformas como Instagram e TikTok amplificaram o episódio para novas gerações. Para especialistas em comunicação digital ouvidos pela imprensa nacional, o fenômeno Meeks antecipou uma lógica que hoje é corriqueira: a de que uma única imagem, descontextualizada e impulsionada pelo engajamento emocional, pode construir — ou destruir — reputações instantaneamente.

Ao sair da prisão, Meeks aproveitou a visibilidade para ingressar no mundo da moda, desfilando para marcas internacionais e acumulando milhões de seguidores. Sua trajetória é frequentemente citada em estudos sobre o impacto das redes sociais na percepção pública de figuras criminosas e sobre como a internet pode ressignificar identidades à revelia de contextos legais ou morais.

O episódio segue sendo usado como exemplo didático em cursos de jornalismo, publicidade e sociologia digital ao redor do Brasil, incluindo instituições do Pará e da região Norte. A história de Jeremy Meeks levanta questões que permanecem atuais: até onde vai a responsabilidade das plataformas digitais diante da glamourização de condutas ilícitas, e qual o papel do público que, ao clicar e compartilhar, constrói celebridades fora de qualquer critério editorial ou ético?

#presidiário gato#Jeremy Meeks#viral nas redes sociais#fama instantânea#cultura digital
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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.