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Sociedade

Feira Preta Criativa chega a Santarém para empoderar empreendedoras negras da Amazônia

Evento inédito reúne até 20 empreendedoras negras na Praça Barão de Santarém neste domingo, com cultura, negócios e rodas de conversa.

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Redação

28 de março de 2026

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Feira Preta Criativa chega a Santarém para empoderar empreendedoras negras da Amazônia

Santarém recebe neste domingo, 29, a primeira edição da Feira Preta Criativa: Arte para Sobreviver, um evento que promete movimentar a Praça Barão de Santarém das 10h às 22h. A iniciativa reúne até 20 empreendedoras negras do município em uma programação que combina exposição e venda de produtos, apresentações culturais e debates sobre economia criativa na região amazônica.

O evento nasce com um propósito claro: fortalecer a autonomia financeira de mulheres negras e dar visibilidade à identidade afroamazônida, reconhecendo a força cultural e econômica dessa população no contexto da Amazônia paraense. A feira representa um espaço de resistência e geração de renda em um território onde as desigualdades raciais ainda se fazem sentir de forma profunda.

A idealizadora do projeto é Amanda Silvina, produtora cultural e artista com atuação consolidada na gestão pública e comunitária da cultura em Santarém. Com passagem pelo Conselho Municipal de Política Cultural, pela função de agente territorial de Cultura do Ministério da Cultura e pela direção de comunicação do Ponto de Cultura Xwê Oto Sindoyá, Amanda reúne experiência e articulação suficientes para transformar a feira em uma política cultural de base.

Para além dos produtos expostos, a programação inclui rodas de conversa que devem abordar temas como racismo estrutural, acesso ao mercado e os desafios enfrentados por empreendedoras negras no interior do Pará. Essa dimensão formativa diferencia o evento de uma feira convencional, posicionando-o como um instrumento de transformação social.

A realização da Feira Preta Criativa em Santarém ganha relevância regional ao destacar o protagonismo de mulheres negras na economia criativa do oeste paraense, uma área historicamente marcada pela invisibilidade de grupos minoritários nos circuitos econômicos formais. O evento pode abrir caminho para edições futuras e inspirar iniciativas semelhantes em outros municípios da região Norte.

A entrada é aberta ao público, e a expectativa dos organizadores é que a feira se consolide como um encontro periódico, ampliando gradualmente o número de participantes e o alcance das discussões sobre diversidade, cultura e empreendedorismo afroamazônida em todo o estado do Pará.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.