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Sociedade

Festival Mururé celebra arte trans em dois bairros históricos de Belém

Evento reúne shows, performances e ballroom com artistas trans nos dias 28 e 29 de março, em Icoaraci e na Cidade Velha.

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Redação

26 de março de 2026

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Festival Mururé celebra arte trans em dois bairros históricos de Belém

Belém recebe neste fim de semana uma programação cultural que coloca artistas trans no centro do palco. O Festival Mururé ocupa dois espaços da capital paraense — o Coisas de Negro, em Icoaraci, no sábado (28), e a Casa Apoena, na Cidade Velha, no domingo (29) — com uma grade que mistura rap, música eletrônica, performances artísticas e a cultura ballroom.

O evento nasce de uma demanda real e histórica: a sub-representação de artistas trans nos circuitos culturais da região Norte. A iniciativa parte do artista e produtor cultural Flor de Mururé, que identificou a ausência de referências trans nos palcos belenenses como o principal motor para a criação do festival. O nome do evento é inspirado na planta aquática típica da Amazônia, carregando simbolismo regional e de resistência.

A programação do sábado, em Icoaraci, conta com nomes como DJ Theo Rawi, Yara MC, Borblue e Afrotonni, além de uma batalha trans que promete movimentar o público. O domingo, na Cidade Velha, traz DJ M3NORME, Helena Pessoa, Melissandra e Miss Tacacá, encerrando com o Mini Ball Aguapé, uma celebração inspirada na estética e nas regras da cultura ballroom — manifestação artística de origem negra e LGBTQIA+ que ganhou projeção global.

A escolha dos dois bairros não é aleatória. Icoaraci e a Cidade Velha são territórios com forte identidade cultural em Belém, frequentemente palco de iniciativas independentes que movimentam a cena artística paraense à margem dos grandes equipamentos culturais financiados pelo Estado. O Mururé se encaixa nessa tradição de ocupação de espaços alternativos com produção de qualidade.

O festival chega em um momento em que Belém se prepara para sediar a COP 30, em novembro de 2025, e amplia os debates sobre diversidade, pertencimento e representatividade na Amazônia. Para além da festa, o Mururé lança um questionamento sobre quem são — e quem podem ser — os protagonistas da cultura na região Norte do Brasil.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.