Fisco paraense retém mais de 35 mil garrafas de cachaça sem recolhimento de impostos
Carga avaliada em quase R$ 200 mil foi interceptada na BR-163, em Novo Progresso. Irregularidades tributárias motivaram a apreensão.

Uma operação de fiscalização tributária realizada no último domingo (22) resultou na apreensão de 35.400 garrafas de cachaça na região sudoeste do Pará. A carga, com valor estimado em R$ 199.504,41, foi retida no posto de controle localizado no km 785 da BR-163, rodovia que liga Cuiabá a Santarém e representa uma das principais rotas de escoamento de mercadorias para o interior da Amazônia.
Os auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa) identificaram que o imposto estadual devido não havia sido recolhido no momento em que a mercadoria cruzou a fronteira do estado, contrariando a legislação tributária vigente. Apesar de o motorista da carreta ter apresentado documentação fiscal no ato da abordagem, a análise minuciosa dos auditores revelou as inconsistências que levaram à retenção do produto.
O carregamento tinha origem em São Paulo e seguia com destino a municípios paraenses. A apreensão ocorreu durante ação de rotina da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Serra do Cachimbo, estrutura estratégica da Sefa que monitora o intenso fluxo de cargas que circula pela BR-163 — corredor logístico fundamental para o abastecimento de cidades do Pará, do Amazonas e de Mato Grosso.
Além da retenção da mercadoria, o responsável pela carga ficará sujeito ao pagamento do imposto não recolhido acrescido de multa, conforme previsto na legislação estadual. A regularização da situação fiscal é condição obrigatória para a liberação do carregamento, o que pode representar um custo significativo para o transportador ou para o destinatário da mercadoria.
Episódios como este reforçam a importância das barreiras fiscais instaladas ao longo das rodovias federais que cortam o Pará. A evasão tributária no setor de bebidas é apontada pelas autoridades fazendárias como uma prática recorrente, que prejudica a arrecadação estadual e cria concorrência desleal com os comerciantes que operam dentro da legalidade. Só na BR-163, o volume de mercadorias interceptadas com irregularidades fiscais tem crescido nos últimos meses, segundo dados da própria Sefa.
A ação integra um esforço contínuo do governo do Pará para ampliar o controle sobre o ingresso de produtos no território estadual e garantir que os tributos devidos sejam efetivamente recolhidos, contribuindo para o financiamento de políticas públicas na região. Para os municípios do interior amazônico, a fiscalização rigorosa também serve como instrumento de proteção ao comércio local regularmente estabelecido.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.