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Economia

Gasolina bate R$ 8 em Itaituba e pressiona bolso dos paraenses no interior

Preço do combustível em Itaituba supera R$ 8 e preocupa moradores. Alta acumulada desde 2022 aprofunda crise no custo de vida na região.

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Redação

28 de março de 2026

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Gasolina bate R$ 8 em Itaituba e pressiona bolso dos paraenses no interior

Os moradores de Itaituba, município do sudoeste do Pará, estão sentindo no bolso o peso do aumento dos combustíveis. O litro da gasolina comum chegou a ultrapassar a marca de R$ 8 nos postos da cidade, valor que tem gerado indignação entre consumidores e comerciantes locais, que relatam dificuldades crescentes para manter suas rotinas diante da escalada de preços.

O cenário em Itaituba reflete uma tendência preocupante para toda a região Norte do Brasil, onde a distância dos grandes centros distribuidores e a dependência do transporte rodoviário e fluvial historicamente encarecem os combustíveis. Na prática, o preço elevado da gasolina funciona como um multiplicador de custos, impactando desde o transporte de pessoas até o valor final de alimentos e mercadorias nas prateleiras.

Em comparação com os preços praticados há cerca de dois anos, o aumento acumulado é expressivo e revela uma trajetória de alta que não encontrou freio consistente. Especialistas em economia regional apontam que a combinação entre a política de preços das refinarias, a carga tributária estadual e os custos logísticos da Amazônia coloca municípios do interior paraense entre os mais vulneráveis às oscilações do mercado de combustíveis no país.

Para motoristas e mototaxistas, categorias profissionais que dependem diretamente do combustível para garantir sua renda, o impacto é imediato e severo. Trabalhadores ouvidos na cidade relatam que o aumento compromete parcela significativa dos ganhos mensais, forçando mudanças de hábito como a redução de deslocamentos e a busca por alternativas de transporte coletivo, ainda escassas no interior do Pará.

O comércio local também sente os efeitos em cascata. Donos de pequenos negócios afirmam que o custo do frete de mercadorias subiu junto com a gasolina, e que repassar integralmente esse aumento aos consumidores representa um risco de perda de clientes em um mercado já pressionado pela inflação. A equação se torna ainda mais difícil em uma região onde a renda média da população é inferior à média nacional.

Diante do quadro, moradores e entidades locais cobram atenção das autoridades estaduais e federais para políticas que possam atenuar o impacto dos combustíveis no interior da Amazônia. Medidas como revisão da alíquota do ICMS sobre combustíveis e incentivos ao transporte coletivo estão entre as demandas mais frequentes, mas seguem sem resposta concreta do poder público para municípios como Itaituba.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.