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Sociedade

Júri decide destino de brasileiro que confessou matar jovem paraense nos EUA

Luís Akay, acusado de estrangular Anna Laura Porsborg, de Santarém, enfrenta julgamento em Los Angeles com encerramento previsto para 30 de janeiro.

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Redação

24 de março de 2026

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Júri decide destino de brasileiro que confessou matar jovem paraense nos EUA

O julgamento do brasileiro Luís Antônio Gomes Akay, acusado de matar a jovem Anna Laura Costa Porsborg, natural de Santarém, no oeste do Pará, está em curso nos tribunais de Los Angeles, na Califórnia. O caso, que chocou familiares e a comunidade paraense, deve chegar ao veredicto até o dia 30 deste mês, após duas semanas de audiências.

Anna Laura tinha apenas 22 anos quando foi morta no dia 27 de dezembro de 2022, dentro de um quarto de hotel em Los Angeles. Ela estava hospedada com o então namorado, Luís Akay, também brasileiro. O réu confessou às autoridades americanas que estrangulou a jovem após ela manifestar o desejo de encerrar o relacionamento. O corpo de Anna Laura permaneceu dentro de uma mala por dois dias antes de ser descoberto.

Akay foi preso em 30 de dezembro de 2022, três dias após o crime, depois de relatar os detalhes do assassinato à polícia local. Desde então, o caso mobiliza a comunidade de Santarém e acende um debate sobre a violência doméstica e o feminicídio que vitima brasileiras fora do país, longe de redes de apoio e proteção familiar.

A mãe da vítima, Erbena Costa, professora e turismóloga, acompanha presencialmente o julgamento nos Estados Unidos e atua como testemunha de acusação. A presença dela representa não apenas a dor de uma mãe, mas também a luta por justiça que atravessa fronteiras e idiomas, exigindo da família um esforço emocional e financeiro considerável.

O caso de Anna Laura reacendeu discussões importantes no Pará sobre o suporte oferecido a brasileiros que vivem ou viajam ao exterior, especialmente jovens mulheres em situação de vulnerabilidade afetiva. Organizações de defesa dos direitos das mulheres na região Norte destacam que o feminicídio não tem fronteiras, e que a educação sobre relacionamentos abusivos precisa ser ampliada desde cedo nas escolas e comunidades paraenses.

Santarém, cidade natal de Anna Laura, aguarda ansiosamente o desfecho do julgamento. Para moradores e conhecidos da jovem, o veredicto representa mais do que uma sentença: é a esperança de que a memória de Anna Laura sirva como alerta e que sua morte não seja em vão. A família espera a pena máxima prevista pela legislação californiana para crimes de assassinato em primeiro grau.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.