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Mãe busca proteção policial contra filho violento em Santarém

Mulher acionou a PM após reiteradas agressões do filho alcoolizado em casa. Caso foi registrado na 16ª Seccional de Polícia Civil.

PublicadoCuradoria a partir deG1 ParáCompartilhar
Mãe busca proteção policial contra filho violento em Santarém

Uma situação que expõe a face mais dolorosa da violência doméstica ocorreu na manhã desta sexta-feira (27) em Santarém, no oeste do Pará: uma mãe precisou recorrer à Polícia Militar para se proteger do próprio filho, solicitando formalmente uma medida protetiva contra ele.

Segundo informações apuradas pela reportagem, a mulher relatou aos policiais militares que o filho tem o hábito de retornar à residência embriagado e provocar situações de violência dentro de casa, com episódios de destruição de pertences e comportamento agressivo. De acordo com ela, os episódios se repetem com frequência, tornando o ambiente doméstico insustentável e ameaçador.

A situação chegou a um ponto de ruptura quando a mulher declarou às autoridades que teme ser fisicamente agredida pelo filho. O medo concreto de sofrer violência corporal foi o fator determinante para que ela finalmente buscasse amparo legal, acionando a polícia e pedindo que o filho fosse apresentado à delegacia.

Equipes da Polícia Militar conduziram o jovem até a 16ª Seccional de Polícia Civil de Santarém, onde o caso foi formalmente registrado. A partir do boletim de ocorrência, as autoridades poderão dar encaminhamento aos procedimentos legais cabíveis, incluindo a análise do pedido de medida protetiva feito pela mãe.

O caso reflete um problema crescente em cidades do interior do Pará e de toda a região Norte: o alcoolismo como fator desencadeante de violência doméstica, que frequentemente vitimiza não apenas parceiros, mas também outros membros da família. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o consumo abusivo de álcool está associado a uma parcela significativa dos registros de violência familiar no país.

Especialistas em segurança pública e assistência social alertam que casos como o de Santarém demandam uma resposta integrada, que vá além do simples registro policial. O acompanhamento psicossocial tanto da vítima quanto do agressor, aliado ao tratamento para dependência química, são apontados como caminhos fundamentais para romper o ciclo de violência dentro do ambiente familiar.

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