Menino de 7 anos morre após disparo acidental com arma do padrasto no Pará
Jefferson Willian, de 7 anos, não resistiu aos ferimentos após manusear arma de fogo em casa, em Ipixuna do Pará. Padrasto foi preso.

Uma tragédia que poderia ter sido evitada ceifou a vida de Jefferson Willian de Cristo Moreira, de apenas 7 anos, na noite da última sexta-feira (20). A criança, moradora da zona rural de Ipixuna do Pará, no nordeste do estado, disparou acidentalmente contra si mesma ao encontrar uma arma de fogo dentro de casa, em um momento em que nenhum adulto estava presente no imóvel.
O disparo ocorreu na manhã de quinta-feira (19). Socorrido em estado grave, Jefferson foi atendido inicialmente no Hospital Santa Clara, em Ipixuna, mas a gravidade dos ferimentos exigiu sua transferência imediata para Belém, onde recebeu cuidados especializados. Apesar dos esforços da equipe médica, o menino não resistiu e faleceu cerca de 36 horas após o acidente.
A arma utilizada pela criança pertencia ao padrasto, Valdivan Aires Pereira. Segundo a Polícia Civil do Pará, o homem foi localizado e preso em flagrante após as investigações confirmarem que o armamento estava acessível à criança sem qualquer mecanismo de segurança ou armazenamento adequado. O caso é tratado pelas autoridades como homicídio culposo, crime previsto quando há negligência que resulta em morte.
A morte de Jefferson acende um alerta urgente sobre o armazenamento irregular de armas de fogo em residências no interior do Pará e de toda a região Norte. Especialistas em segurança pública reforçam que armas devem ser mantidas em cofres com trava de segurança, longe do alcance de crianças e adolescentes, prática que, se adotada, poderia ter salvo a vida do menino.
Casos como este revelam uma realidade preocupante: o número de acidentes domésticos envolvendo armas de fogo ainda é alarmante em municípios do interior paraense, onde a fiscalização sobre o porte e o armazenamento de armas enfrenta desafios estruturais significativos. Organizações de proteção à infância defendem campanhas educativas regionais e maior rigor na responsabilização de adultos que deixam armas ao alcance de menores.
A Secretaria de Segurança Pública do Pará ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O padrasto de Jefferson segue detido e responderá pelo crime perante a Justiça. A comunidade de Ipixuna do Pará chora a perda precoce de uma criança cuja morte poderia ter sido evitada com um simples ato de responsabilidade.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.