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Sociedade

MPF abre inquérito após gasolina chegar a R$ 6,97 em Belém

Ministério Público Federal investiga possível abuso de preços em postos da Grande Belém. Alta teria ocorrido sem reajuste oficial das refinarias.

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Redação

26 de março de 2026

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MPF abre inquérito após gasolina chegar a R$ 6,97 em Belém

O Ministério Público Federal no Pará abriu um inquérito para apurar se postos de combustíveis da região metropolitana de Belém praticaram aumento abusivo nos preços da gasolina sem qualquer justificativa técnica ou reajuste oficial. O estopim foi a denúncia de que um estabelecimento localizado na avenida Roberto Camelier, no bairro do Jurunas, chegou a cobrar R$ 6,97 pelo litro do combustível.

De acordo com as investigações iniciais, os reajustes teriam sido aplicados de forma antecipada, antes mesmo de qualquer comunicado das refinarias, com base apenas em especulações sobre os desdobramentos do conflito armado no Oriente Médio. Para o MPF, esse comportamento pode caracterizar aproveitamento indevido de um cenário de instabilidade internacional para inflar artificialmente os preços ao consumidor.

Com caráter de urgência, o órgão acionou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para realizar fiscalizações presenciais por amostragem nos postos da capital paraense e arredores. O objetivo é verificar in loco se os valores praticados têm respaldo nos custos reais da cadeia de distribuição ou se configuram abuso econômico.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, e o Procon do Pará também foram notificados para compartilhar com o MPF os dados de fiscalizações já conduzidas pelos órgãos. A articulação entre as entidades busca construir um panorama mais completo sobre a prática de preços no setor de combustíveis na região.

Para o consumidor belenense, o impacto é direto e imediato. Em uma cidade onde o transporte individual ainda é amplamente utilizado e o custo de vida já pressiona o orçamento familiar, variações abruptas no preço da gasolina afetam desde o trabalhador que abastece o carro até os preços de alimentos e serviços que dependem de logística rodoviária. Especialistas alertam que o Norte do Brasil é historicamente mais vulnerável a esse tipo de especulação devido à distância dos centros de refino e à menor concorrência no setor.

Enquanto as investigações avançam, os órgãos de defesa do consumidor orientam a população a registrar denúncias sempre que identificar aumentos injustificados nos postos. O MPF reforça que práticas de abuso econômico podem resultar em sanções administrativas e penais para os estabelecimentos envolvidos.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.