Mulher morre em acidente na 'Curva do Gaúcho', trecho fatal da BR-163 no Pará
Darlene da Silva Machado, de 37 anos, morreu após caminhão tombar sobre caminhonete no km 617 da BR-163. Trecho é reconhecido como um dos mais perigosos do sudoeste paraense.

Uma mulher de 37 anos perdeu a vida na manhã de quarta-feira (25) em um grave acidente no km 617 da BR-163, no sudoeste do Pará, trecho popularmente conhecido como 'Curva do Gaúcho', localizado entre a comunidade Água Branca, no município de Trairão, e a cidade de Itaituba. Darlene da Silva Machado, que ocupava o banco do passageiro de uma caminhonete, não resistiu após um caminhão trator com dois semi-reboques tombar sobre o veículo menor durante a colisão.
O motorista da caminhonete ficou preso entre as ferragens, mas foi retirado com vida por equipes de socorro. Ele apresentava ferimentos e foi encaminhado para atendimento médico consciente. Outros dois ocupantes do veículo também sofreram ferimentos no acidente, que envolveu ao todo cinco pessoas na caminhonete. O óbito de Darlene foi confirmado no local pela equipe médica da concessionária responsável pelo trecho, e o corpo foi removido para análise da Polícia Científica do Pará.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o trecho onde o acidente ocorreu concentra um alto índice de ocorrências, com registros frequentes de tombamentos e saídas de pista. A combinação de curva acentuada, tráfego intenso de carretas e caminhões pesados — comuns na rota do agronegócio e do escoamento de grãos pela BR-163 — transforma o local em um ponto crítico de risco para motoristas e passageiros que percorrem a rodovia diariamente.
A BR-163 é uma das principais artérias de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste e Norte do Brasil, com volume crescente de veículos pesados, especialmente na região de Itaituba e Miritituba, onde grãos produzidos no Mato Grosso são transferidos para balsas com destino ao Porto de Santarém. O aumento do fluxo logístico, no entanto, não tem sido acompanhado por melhorias proporcionais na infraestrutura viária e na sinalização de trechos de risco como a 'Curva do Gaúcho'.
Especialistas em segurança viária alertam que trechos com histórico de acidentes recorrentes demandam intervenções urgentes, como ampliação da sinalização, redução de velocidade obrigatória, instalação de barreiras de contenção e fiscalização permanente. A morte de Darlene reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas efetivas para reduzir os índices de sinistralidade em rodovias federais que cortam a Amazônia, onde as distâncias são enormes e os recursos de socorro, muitas vezes, escassos.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.