Operação Carimbó leva 70ª edição do Projeto Rondon ao sudeste do Pará em julho
Marabá será base logística da ação que mobilizará universitários voluntários em 13 municípios da região. Ao todo, 18 cidades paraenses participam desta edição histórica.

O sudeste do Pará será palco de uma das maiores iniciativas de voluntariado acadêmico do Brasil neste mês de julho. A 70ª edição do Projeto Rondon chega à região sob o nome de Operação Carimbó, após a formalização de um termo de adesão firmado entre o Ministério da Defesa, o Governo do Estado e diversas prefeituras locais. O acordo foi assinado no dia 26 e marca o início oficial dos preparativos para a chegada dos chamados rondonistas à Amazônia paraense.
Marabá foi escolhida como centro de operações da iniciativa, funcionando como polo logístico para os estudantes universitários que atuarão em 13 municípios do entorno. No total, 18 cidades do Pará integrarão esta edição, tornando o estado um dos protagonistas desta rodada nacional do projeto — e o sudeste paraense, em particular, a sub-região com maior concentração de atividades.
Segundo o coordenador da operação, Coronel Solgenitsin, o critério central para a seleção dos municípios participantes foi o interesse e o engajamento das próprias gestões locais em receber as equipes. A abordagem garante que as ações sejam realizadas onde há maior receptividade e demanda por parte das comunidades, aumentando o potencial de impacto social das intervenções.
O Projeto Rondon, criado originalmente em 1967 e relançado em 2005, mobiliza estudantes de diversas áreas do conhecimento — como saúde, educação, direito, engenharia e cultura — para prestarem serviços gratuitos em municípios de baixo índice de desenvolvimento humano. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Defesa em parceria com instituições de ensino superior de todo o país.
Para as cidades do sudeste paraense, historicamente marcadas por desigualdades sociais e carências em serviços básicos, a chegada da Operação Carimbó representa uma oportunidade concreta de acesso a orientações, oficinas e atendimentos que, em condições normais, não estariam disponíveis à população local. O nome da operação é uma homenagem ao ritmo musical mais tradicional do Pará, reforçando a identidade cultural da região como elemento central da ação.
As atividades estão previstas para ocorrer ao longo de julho, e as prefeituras participantes já trabalham na estruturação da recepção das equipes acadêmicas. A expectativa é que centenas de universitários voluntários passem pela região, deixando não apenas serviços prestados, mas também experiências de troca entre a realidade amazônica e os jovens de diferentes partes do Brasil.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.