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Operação flagra furto milionário de energia em parque aquático e supermercado no Pará

Três pessoas foram presas em ação conjunta contra desvio de energia no sudeste do Pará. Estabelecimentos comerciais acumulavam dívidas milionárias com ligações clandestinas.

PublicadoCuradoria a partir deG1 ParáCompartilhar
Operação flagra furto milionário de energia em parque aquático e supermercado no Pará

Uma operação policial deflagrada nesta quinta-feira (27) no sudeste do Pará resultou na prisão de três pessoas e na condução de outras cinco à delegacia, após investigações revelarem um esquema de furto de energia elétrica que movimentou valores milionários em municípios da região. A ação envolveu as polícias Civil e Científica, com suporte técnico da concessionária responsável pela distribuição de energia no estado.

Os trabalhos de fiscalização se concentraram em Palestina do Pará e Eldorado do Carajás, onde agentes percorreram ao todo nove endereços. Em Palestina, seis locais foram vistoriados e irregularidades foram encontradas em todos eles. Um supermercado chamou atenção pela dívida acumulada de R$ 45 mil decorrente de ligação direta na rede elétrica, sem qualquer registro de consumo. Uma serralheria foi flagrada na mesma situação.

Outros estabelecimentos como fruteira, barbearia, academia e uma residência apresentavam medidores adulterados, equipamentos manipulados para registrar um consumo muito inferior ao real. A prática, conhecida popularmente como 'gato', é considerada crime e representa um dos principais vetores de perda técnica e não técnica no sistema elétrico brasileiro, com impacto direto nas tarifas pagas pelos consumidores regulares.

Em Eldorado do Carajás, a fiscalização se estendeu a três endereços, onde um parque aquático figurou entre os flagrantes da operação. O porte dos estabelecimentos envolvidos indica que o esquema não se limitava a pequenas infrações domésticas, mas envolvia negócios de médio porte com consumo elevado de energia e capacidade de causar danos expressivos à rede de distribuição local.

Além do prejuízo financeiro direto às concessionárias — que em última instância é repassado à conta de todos os consumidores —, as ligações clandestinas representam risco real de acidentes graves, incluindo curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos. No contexto da região Norte, onde a infraestrutura elétrica já enfrenta desafios históricos de expansão e manutenção, esse tipo de crime agrava ainda mais a vulnerabilidade do sistema.

As autoridades informaram que as investigações continuam e não descartam novos alvos. Os detidos responderão por furto qualificado de energia elétrica, delito com pena que pode chegar a oito anos de reclusão quando praticado com adulteração de equipamentos ou em concurso de pessoas.

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