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Sociedade

Pará e Amazonas ficam para trás na alfabetização infantil enquanto Brasil avança

Norte do país repete padrão histórico de baixo desempenho educacional. Pará está entre os seis estados que não cumpriram metas de alfabetização em 2025.

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Redação

25 de março de 2026

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Pará e Amazonas ficam para trás na alfabetização infantil enquanto Brasil avança

O Brasil comemorou um avanço significativo na alfabetização infantil em 2025, mas a região Norte não tem muito a celebrar. O Pará e o Amazonas figuram entre os seis estados brasileiros que não conseguiram atingir suas metas individuais de alfabetização para crianças no 2º ano do ensino fundamental, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação e pelo Inep. Enquanto o país registrou 66% de crianças alfabetizadas na idade certa — superando a meta nacional de 64% —, os dois estados amazônicos ficaram aquém dos seus respectivos objetivos.

O resultado reacende o debate sobre as desigualdades educacionais que persistem na Amazônia. A região Norte enfrenta desafios estruturais que vão além da sala de aula: a dispersão geográfica das comunidades, a dificuldade de acesso fluvial a escolas, a escassez de professores qualificados e a precariedade da infraestrutura escolar em municípios do interior são fatores que historicamente comprometem o desempenho educacional da região.

O índice utilizado para a avaliação é o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), que mede a proporção de estudantes capazes de ler e escrever de forma adequada ao final do 2º ano do ensino fundamental. Em 2024, o Brasil marcava 59,2% nesse indicador — o salto para 66% em um único ano é expressivo em nível nacional, mas evidencia que o avanço não chegou de forma uniforme a todos os cantos do país.

Ao todo, 19 estados e o Distrito Federal alcançaram ou superaram suas metas individuais, demonstrando que é possível evoluir mesmo diante das dificuldades impostas pela pandemia e por anos de subinvestimento na educação básica. A concentração de estados do Norte entre os que não cumpriram os objetivos, porém, indica que as políticas públicas educacionais ainda não conseguem furar a barreira das desigualdades regionais.

Especialistas em educação apontam que o problema no Pará exige soluções específicas para a realidade amazônica, como programas de formação continuada para professores em áreas remotas, ampliação de escolas ribeirinhas com estrutura adequada e maior investimento em materiais didáticos adaptados à diversidade cultural da região. Sem um olhar diferenciado para o Norte, a tendência é que o estado continue aparecendo nas últimas posições dos rankings nacionais de educação.

O resultado de 2025 deve servir de alerta para gestores estaduais e municipais do Pará e do Amazonas. Com a COP 30 prevista para acontecer em Belém ainda em 2025, o mundo voltará os olhos para a Amazônia — e a educação de qualidade para as crianças da região é também uma questão de desenvolvimento sustentável e de futuro para os povos que vivem na floresta.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.