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Sociedade

Pará reabre hospital materno-infantil em Ananindeua e amplia atendimento para mães e bebês

Unidade fechada pela prefeitura volta a funcionar sob gestão estadual. Reestruturação garante serviços especializados na Região Metropolitana de Belém.

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Redação

28 de março de 2026

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Pará reabre hospital materno-infantil em Ananindeua e amplia atendimento para mães e bebês

O Governo do Estado do Pará retoma, nesta segunda-feira (30), as atividades do Hospital Estadual Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa, unidade de saúde estratégica para a Região Metropolitana de Belém. A reabertura marca a transferência da gestão do equipamento para a esfera estadual, após o município ter encerrado suas operações na unidade, deixando um vazio no atendimento especializado a gestantes e recém-nascidos na região.

A reestruturação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), que assumiu a responsabilidade de reformar, equipar e contratar equipes para colocar o hospital novamente em funcionamento. O processo envolveu investimentos em infraestrutura física e na recomposição do quadro de profissionais de saúde, com foco em obstetrícia, neonatologia e pediatria — áreas críticas para a redução da mortalidade materna e infantil.

A relevância da unidade é significativa para o contexto regional. Ananindeua é o segundo município mais populoso do Pará, com mais de 500 mil habitantes, e integra o cinturão metropolitano de Belém, área que concentra grande parte da demanda por serviços públicos de saúde do estado. A ausência do hospital em funcionamento pressionava outros equipamentos da rede, como o Hospital das Clínicas e a Santa Casa de Misericórdia, sobrecarregando o atendimento de urgência e emergência obstétrica.

Com a reabertura, famílias de Ananindeua e municípios vizinhos passam a contar com uma referência mais próxima para acompanhamento pré-natal de alto risco, partos e cuidados neonatais intensivos. A medida se alinha às metas do governo estadual de ampliar a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) na região metropolitana, especialmente em um momento em que Belém se prepara para sediar a COP 30, em novembro, e recebe atenção nacional sobre sua infraestrutura pública.

Especialistas em saúde pública apontam que a reativação de hospitais materno-infantis é uma das intervenções de maior impacto na redução de óbitos evitáveis. No Pará, os indicadores de mortalidade materna ainda estão acima da média nacional, o que torna iniciativas como esta fundamentais para reverter esse cenário. A expectativa é que, em plena capacidade, o Anita Gerosa realize centenas de partos por mês, além de consultas ambulatoriais e procedimentos de média e alta complexidade.

A gestão estadual não informou, até o momento, o volume total de investimentos destinados à reestruturação da unidade nem o número exato de leitos disponibilizados na reabertura. O Norte Diário acompanhará a evolução do atendimento e os dados de produção hospitalar nas próximas semanas para avaliar o impacto real da medida na saúde pública da região.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.