Paraense nato assume diocese de Castanhal após nomeação direta do Papa Leão XIV
Dom Manoel de Oliveira Soares Filho, nascido em Domingos do Capim, retorna ao Pará para liderar uma das principais dioceses do estado.

O Papa Leão XIV nomeou dom Manoel de Oliveira Soares Filho como o novo bispo da Diocese de Castanhal, no nordeste do Pará. A decisão foi comunicada pela Nunciatura Apostólica no Brasil nesta terça-feira (24), junto com a aceitação formal da renúncia do bispo anterior, dom Carlos Verzeletti, que conduziu a diocese por anos marcados por intenso trabalho missionário na Amazônia paraense.
A escolha tem um significado especial para a região: dom Manoel é natural de Domingos do Capim, município localizado no próprio nordeste paraense, o que representa o retorno de um filho da terra a uma posição de liderança espiritual de grande relevância. Ordenado sacerdote em 1993, ele construiu sua trajetória pastoral inteiramente voltada para o povo amazônico, atuando em diversas paróquias do estado antes de seguir para outras missões.
Com formação acadêmica sólida, o novo bispo é graduado em Ciências da Religião e em Sociologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), além de possuir pós-graduação em Desenvolvimento Urbano e Políticas Públicas. Esse perfil acadêmico, combinado com décadas de atuação pastoral, sugere uma liderança atenta não apenas às questões espirituais, mas também aos desafios sociais enfrentados pelas comunidades da região, como desigualdade, urbanização acelerada e pressões sobre territórios tradicionais.
Antes de assumir Castanhal, dom Manoel exerceu o episcopado na Diocese de Palmeira dos Índios, em Alagoas, onde acumulou experiência na gestão diocesana e no diálogo com populações vulneráveis. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) celebrou tanto a nova nomeação quanto a trajetória de dom Carlos Verzeletti, reconhecendo o legado deixado por ele na diocese paraense.
A Diocese de Castanhal abrange uma área estratégica do Pará, com municípios em pleno crescimento e populações que convivem com as tensões típicas da fronteira entre o avanço urbano e a floresta amazônica. A chegada de um bispo com raízes locais e sensibilidade social é vista por lideranças religiosas da região como um sinal positivo para o fortalecimento do trabalho pastoral junto às comunidades mais vulneráveis do território.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.