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Política

Prefeitura de Santarém firma acordo judicial e recorre da própria decisão em seguida

Gestão municipal protagoniza sequência de atos contraditórios na Justiça, expondo falhas graves na condução jurídica do município.

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Redação

25 de março de 2026

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Prefeitura de Santarém firma acordo judicial e recorre da própria decisão em seguida

A Prefeitura de Santarém, no oeste do Pará, tornou-se alvo de críticas após protagonizar uma série de atos jurídicos contraditórios que chamaram a atenção de advogados e especialistas em direito público. O município celebrou um acordo judicial, solicitou sua homologação perante o juízo competente e, em seguida, recorreu da própria decisão que havia pedido para ser validada — uma sequência de condutas que especialistas classificam como tecnicamente incoerente e potencialmente prejudicial ao erário público.

A situação expõe fragilidades na assessoria jurídica da administração municipal, levantando questionamentos sobre a qualidade do acompanhamento legal dado aos processos que envolvem o poder público santareno. Para um município do porte de Santarém — segunda maior cidade do Pará e um dos principais polos econômicos da região Norte —, episódios dessa natureza podem comprometer a credibilidade institucional da gestão e gerar custos desnecessários ao cofre municipal.

Especialistas em direito administrativo apontam que recorrer de um pedido feito pela própria parte configura, no mínimo, falta de coordenação interna entre os setores responsáveis pela condução dos processos judiciais. Em casos mais graves, essa prática pode ser interpretada pelo Judiciário como litigância de má-fé, sujeitando o município a sanções processuais e ao pagamento de multas.

O episódio acende um alerta sobre a necessidade de maior controle e organização na gestão jurídica das prefeituras paraenses. Com o aumento do volume de ações judiciais contra municípios nos últimos anos — especialmente em áreas como saúde, educação e servidores públicos —, a eficiência da procuradoria municipal torna-se fator determinante para evitar condenações e acordos desvantajosos ao interesse público.

A Câmara Municipal de Santarém e o Ministério Público do Pará podem ser instados a se manifestar sobre o caso, dado o potencial impacto financeiro que ações mal conduzidas representam para o orçamento público. A população santarena, que já convive com demandas históricas por melhores serviços de infraestrutura, saúde e saneamento, é quem, em última instância, arca com os custos de uma administração juridicamente desorganizada.

A reportagem do O Norte Diário tenta contato com a Procuradoria-Geral do Município de Santarém para obter esclarecimentos sobre os atos contraditórios registrados nos autos do processo. O espaço permanece aberto para o posicionamento oficial da prefeitura.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.