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Política

Rio de Janeiro terá novo governador interino após crise política que abala país

Assembleia fluminense elege presidente que assumirá o Executivo estadual. Eleições indiretas devem ser convocadas em até 30 dias.

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Redação

26 de março de 2026

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Rio de Janeiro terá novo governador interino após crise política que abala país

A crise política instalada no Rio de Janeiro ganhou novos contornos nesta quinta-feira (26), quando a Assembleia Legislativa do estado (Alerj) se reuniu para eleger um novo presidente, que automaticamente assumirá o comando do governo fluminense. A situação tem repercussão nacional e acende alertas sobre a estabilidade institucional em estados da federação, incluindo os da região Norte.

A convocação da eleição interna na Alerj foi motivada pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que na quarta-feira (25) confirmou oficialmente que o processo de escolha do próximo governador do Rio de Janeiro ocorrerá de forma indireta. A determinação veio após a Corte retificar a certidão do julgamento que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível até 2030.

Castro havia renunciado ao cargo na segunda-feira (23), numa tentativa de contornar sua situação jurídica e disputar uma cadeira no Senado Federal. A manobra, no entanto, não impediu o avanço das decisões judiciais que culminaram na convocação das eleições indiretas. Com a saída do titular e do vice, coube ao presidente da Alerj assumir o papel de governador em exercício, e agora a Casa precisa renovar sua própria presidência para formalizar a transição.

O presidente eleito pela Alerj terá a responsabilidade de convocar as eleições indiretas em um prazo máximo de 30 dias. Esse processo, relativamente raro na política brasileira contemporânea, prevê que parlamentares estaduais e federais eleitos pelo Rio de Janeiro participem da escolha do novo chefe do Executivo fluminense, sem a participação direta da população nas urnas.

Para os estados do Norte do Brasil, especialmente o Pará — que se prepara para sediar a COP 30 em novembro, em Belém —, o episódio serve como lição sobre os riscos das disputas político-eleitorais que desafiam o ordenamento jurídico. A instabilidade em um estado de grande peso político como o Rio de Janeiro tende a desviar atenções do Congresso Nacional e do Executivo Federal em momentos que demandariam foco em pautas regionais, como investimentos em infraestrutura, segurança e desenvolvimento sustentável na Amazônia.

A situação no Rio de Janeiro ainda está em aberto, e os próximos dias serão decisivos para definir quem conduzirá o estado até que um novo governador seja escolhido pelos parlamentares. Analistas políticos apontam que o episódio expõe as fragilidades do sistema quando lideranças eleitas enfrentam condenações na Justiça Eleitoral, tema que ressoa em diferentes regiões do país, incluindo estados amazônicos que também vivem tensões entre poder político e accountability institucional.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.