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Rio Tapajós em Risco: Dragagem Avança sem Licença Ambiental

Projeto de dragagem no rio Tapajós avança após dispensa de licença ambiental. Entidades apontam manobra.

PublicadoCuradoria a partir deG1 ParáCompartilhar
Rio Tapajós em Risco: Dragagem Avança sem Licença Ambiental

O projeto de dragagem no rio Tapajós, que visa aprofundar e desobstruir a Hidrovia do Rio Tapajós, no Pará, voltou a avançar após a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) dispensar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de apresentar o licenciamento ambiental para a obra. Essa medida gerou alerta entre organizações socioambientais, que apontam uma possível 'manobra' para contornar decisões judiciais que paralisaram o projeto original devido à falta de estudos ambientais e de consulta aos povos indígenas e comunidades locais.

A dispensa da licença ambiental é vista como um retrocesso para a região Norte, especialmente para o Pará, que já enfrenta desafios ambientais significativos. A dragagem do rio pode causar danos irreversíveis à biodiversidade local e afetar negativamente as comunidades que dependem do rio para sua subsistência. Além disso, a falta de transparência e participação social no processo de tomada de decisão sobre o projeto é uma preocupação crescente entre os moradores da região e as organizações que lutam pelos direitos ambientais e sociais.

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e uma rede de 50 organizações da sociedade civil, conhecida como GT Infra, já manifestaram sua preocupação e contestação à medida. Eles argumentam que a dispensa da licença ambiental é uma tentativa de burlar a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que havia paralisado o projeto devido à falta de estudos ambientais e de consulta aos povos indígenas e comunidades locais.

A região Norte, e especialmente o Pará, precisam de projetos que promovam o desenvolvimento sustentável e respeitem os direitos ambientais e sociais. A dragagem do rio Tapajós, sem a devida licença ambiental e sem a participação das comunidades locais, não atende a esses critérios. É fundamental que as autoridades competentes revisem essa decisão e garantam que qualquer projeto de desenvolvimento na região seja realizado com responsabilidade ambiental e social.

A sociedade paraense e as organizações socioambientais devem permanecer vigilantes e exigir que os direitos ambientais e sociais sejam respeitados. A preservação do rio Tapajós e da região Norte é um desafio coletivo que requer a participação de todos para garantir um futuro sustentável para as gerações presentes e futuras.

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