Rio Uraim transborda e força evacuação de famílias em Paragominas, no Pará
Alerta laranja é emitido após rio atingir 4,70 metros e inundar oito bairros. Moradores são orientados a deixar áreas de risco imediatamente.

A cidade de Paragominas, no sudeste do Pará, enfrenta uma das situações mais críticas do ano em razão das chuvas intensas que castigam a região. O rio Uraim ultrapassou a marca de 4,70 metros, transbordou e invadiu pelo menos oito bairros, obrigando dezenas de famílias a abandonarem suas casas às pressas com o apoio de equipes de resgate mobilizadas pelo município.
Diante da gravidade do cenário, a Defesa Civil municipal emitiu alerta laranja nesta segunda-feira — classificação que indica perigo iminente e exige atenção máxima da população. O nível registrado representa uma elevação de quase cinco metros acima do padrão considerado normal para o curso d'água, o que evidencia a magnitude do evento climático em curso.
O alerta laranja prevê precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo chegar a 100 milímetros acumulados ao longo do dia, além de rajadas de vento de até 100 km/h. Entre os riscos mapeados estão alagamentos generalizados, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica e ocorrência de descargas elétricas, cenário que exige redobrada cautela por parte dos moradores.
Imagens captadas por drones e aeronaves registram o avanço da lâmina d'água sobre ruas, quintais e residências inteiras, revelando a extensão dos danos causados pelo transbordamento. O material visual reforça o apelo das autoridades para que nenhum morador das áreas de risco permaneça em casa enquanto o nível do rio não recuar a patamares seguros.
A situação em Paragominas é mais um reflexo do padrão de chuvas extremas que tem se intensificado no Norte do Brasil, especialmente no Pará, durante o período chuvoso. Especialistas alertam que municípios às margens de rios de médio porte, como o Uraim, são particularmente vulneráveis a enchentes rápidas quando há acúmulo expressivo de precipitação em curto intervalo de tempo.
A Defesa Civil orienta que moradores que ainda não deixaram as áreas de risco o façam imediatamente e busquem abrigos indicados pelas equipes de assistência social do município. Quem precisar de apoio pode acionar os canais de emergência locais. As autoridades seguem monitorando o nível do rio e prometem atualizar a população conforme a situação evolui nas próximas horas.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.