Safra abundante de pupunha aquece mercados e feiras de Santarém em 2025
Após anos de perdas causadas pelo verão intenso, produção da fruta amazônica se recupera e preços caem nas feiras do oeste do Pará.

As feiras e mercados de Santarém, no oeste do Pará, vivem um momento de fartura. A pupunha, fruta tradicional da Amazônia e presença obrigatória nas mesas paraenses, está de volta em grande quantidade aos pontos de venda da cidade, marcando o início de uma safra que promete agradar tanto produtores quanto consumidores.
A retomada da produção é comemorada por quem trabalha com a fruta há décadas na região. Produtores rurais de comunidades do entorno de Santarém relatam que, após temporadas difíceis provocadas pelo verão extremo que castigou a Amazônia nos últimos anos, as plantações responderam bem em 2025, garantindo volume suficiente para abastecer o mercado local com regularidade.
Com a oferta maior, os preços recuaram e tornaram a pupunha mais acessível à população. O cacho da fruta é encontrado, em média, entre R$ 10 e R$ 15 nas feiras da cidade — valores que estimulam o consumo e movimentam a cadeia produtiva local, do produtor rural ao feirante.
A pupunha ocupa um lugar especial na cultura alimentar do Pará e de toda a região Norte. Rica em vitaminas e com alto valor nutricional, a fruta é consumida cozida, acompanhada de café, farinha ou simplesmente pura, sendo um símbolo da identidade gastronômica amazônica que atravessa gerações.
Para os agricultores familiares que dependem da safra, a recuperação da produção representa alívio econômico direto. A atividade movimenta renda nas comunidades ribeirinhas e rurais do município, reforçando o papel estratégico do extrativismo e da agricultura familiar na economia do interior paraense.
Especialistas e produtores alertam, no entanto, para a necessidade de atenção contínua às mudanças climáticas, que seguem ameaçando a estabilidade das safras na Amazônia. A irregularidade das chuvas e os veranicos prolongados podem voltar a impactar a produção nos próximos anos, tornando essencial o investimento em práticas agrícolas mais resilientes para garantir a oferta da fruta nas feiras da região.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.