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Sociedade

Santarém recebe lançamento nacional de festival que celebra músicas afro-indígenas em 15 estados

O Sonora Brasil 2025 começa no Pará em junho e leva turnê de artistas afro-indígenas por todo o país até dezembro.

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Redação

26 de março de 2026

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Santarém recebe lançamento nacional de festival que celebra músicas afro-indígenas em 15 estados

O Pará será o ponto de partida de uma das maiores turnês de música brasileira do ano. Em junho, a cidade de Santarém receberá o lançamento nacional da 28ª edição do Sonora Brasil, festival promovido pelo Sesc que percorrerá 15 estados com apresentações voltadas às expressões musicais afro-indígenas — tanto em suas raízes históricas quanto em suas formas mais contemporâneas.

A escolha de Santarém como palco inaugural não é casual. A cidade paraense é um território marcado pela confluência entre culturas indígenas e populações ribeirinhas, tornando-se um cenário simbólico para um festival que busca valorizar exatamente essas heranças. A programação seguirá até dezembro, com shows inéditos em diferentes regiões do Brasil.

Entre os artistas confirmados está Gean Ramos Pankararu, músico indígena pernambucano cujo trabalho tece conexões entre ancestralidades negra e indígena. Para ele, a participação no festival representa uma responsabilidade coletiva: levar às audiências de todo o país uma compreensão mais profunda sobre quem são esses povos, suas histórias e suas formas de existir e resistir pelo som.

A proposta do festival vai além do entretenimento. A ideia central é oferecer ao público uma experiência imersiva em tradições que sobreviveram a séculos de apagamento e que, ao mesmo tempo, dialogam com novas linguagens, tecnologias e estéticas do século XXI. Ritmos, cantos e instrumentos que carregam memória ancestral ganham, nos palcos do Sonora Brasil, novos contornos e novos públicos.

Para a região Norte, o evento representa uma oportunidade rara de visibilidade cultural. Estados como o Pará abrigam uma diversidade de povos originários e comunidades quilombolas cuja produção artística raramente ocupa espaços de grande circulação nacional. Ter Santarém como cidade-sede do lançamento coloca a Amazônia no centro do debate sobre identidade, memória e patrimônio cultural brasileiro.

As datas e os locais exatos das apresentações em Santarém ainda serão divulgados pelo Sesc nos próximos meses. O festival é gratuito ou de baixo custo em grande parte de suas edições, ampliando o acesso a um público diverso — característica que reforça seu papel como política cultural de alcance popular.

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Redação

Equipe de jornalismo do O Norte Diário.