SUS oferece implante contraceptivo gratuito em Belém para grupos vulneráveis
Método de alta eficácia e longa duração chega à rede pública municipal. Adolescentes, mulheres em situação de rua e portadoras de HIV têm prioridade.

A rede pública de saúde de Belém deu um passo significativo no acesso à saúde reprodutiva feminina: o Implanon, implante contraceptivo subcutâneo considerado um dos métodos mais eficazes disponíveis atualmente, passou a ser distribuído gratuitamente pelas unidades municipais de saúde. A iniciativa representa uma ampliação concreta dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde na capital paraense.
Foram disponibilizadas 4 mil unidades do contraceptivo para atendimento nas chamadas unidades de referência do município. O volume, embora expressivo, reforça a necessidade de organização no acesso — razão pela qual o serviço adota, neste momento inicial, um critério de prioridade voltado às populações femininas em maior situação de vulnerabilidade social e de saúde.
Entram nesse grupo prioritário adolescentes entre 14 e 19 anos, mulheres em situação de rua, pacientes vivendo com HIV, mulheres privadas de liberdade, aquelas com histórico de gestações de alto risco e mulheres com transtornos ou condições relacionadas à saúde mental. O recorte evidencia uma política pública que busca alcançar justamente quem historicamente tem menor acesso a métodos contraceptivos modernos.
Para utilizar o serviço, a mulher deve comparecer à Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência levando documento de identidade, Cartão do SUS e comprovante de residência. Na UBS, ela passa por uma avaliação inicial e, se indicado, é encaminhada a uma unidade de referência para a realização do procedimento de inserção do implante.
O Implanon é um pequeno bastão inserido sob a pele do braço que libera hormônio de forma contínua, com eficácia que supera 99% e duração de até três anos. Para regiões como o Pará, onde indicadores de gravidez na adolescência ainda preocupam especialistas e gestores de saúde, a chegada do método ao SUS municipal é considerada uma ferramenta relevante de prevenção e autonomia reprodutiva.
A expectativa é que, com o avanço da distribuição, o acesso seja progressivamente ampliado para outras mulheres da rede pública. Por enquanto, quem não se enquadra nos grupos prioritários pode procurar a UBS para receber orientação sobre outros métodos contraceptivos disponíveis gratuitamente pelo SUS.
Redação
Equipe de jornalismo do O Norte Diário.