O ritmo amazônico do siriá, considerado um dos mais emblemáticos da música da região Norte, está sendo celebrado no Rio de Janeiro pela banda paraense Baile do Mestre Cupijó. Com apresentações gratuitas para famílias de baixa renda, o grupo leva o nome de Mestre Cupijó, um dos principais responsáveis por projetar nacionalmente o siriá. Natural de Cametá, no Pará, Mestre Cupijó foi um vereador, advogado, músico e compositor que deixou um legado importante na música folclórica da Amazônia.
A banda Baile do Mestre Cupijó está no Rio para celebrar os 50 anos do siriá, um primo do carimbó que é ligado às manifestações do Baixo Tocantins. Com classificação livre e intérpretes de Libras, as apresentações visam democratizar o acesso à cultura amazônica. Para as pessoas que não se enquadram nos critérios de gratuidade, os ingressos estão à venda por R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia entrada).
O impacto dessa celebração para a região Norte, especialmente para o Pará, é significativo. Além de promover a cultura local, a banda ajuda a difundir a riqueza musical da Amazônia para um público mais amplo. Isso pode contribuir para o desenvolvimento turístico e cultural da região, gerando oportunidades econômicas e fortalecendo a identidade cultural dos paraenses.
A escolha do Rio de Janeiro para essa celebração também é estratégica, pois permite que o siriá seja apresentado a um público diversificado e conectado a outras expressões culturais brasileiras. Isso pode abrir caminhos para futuras colaborações e trocas culturais, enriquecendo ainda mais a cena musical da região Norte.
Com as apresentações da banda Baile do Mestre Cupijó, o siriá paraense conquista o Rio, levando consigo a essência da música amazônica e a emoção de um povo que valoriza suas raízes culturais. Essa celebração é um marco importante para a difusão da cultura da região Norte e um estímulo para que mais pessoas descubram e apreciem a riqueza musical da Amazônia.
A leitura do Norte direto no seu email.
Toda manhã, um recorte editorial sobre Pará, economia e Amazônia — assinado pela curadoria de O Norte Diário.
Sem spam. Apenas uma edição por dia. Cancele quando quiser.
